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Nascentes ou Olho D’Água


Notícia publicada em 16/08/2017 - Visualizada 844 vezes


Importância, Processo de recuperação e Conservação da água.

 

            Estas serão as três palavras que começaremos como definição para o desenvolvimento de nosso tema Nascentes,  na edição deste jornal.

            Portanto, Nascente vem a ser o afloramento natural do lençol freático que apresenta perenidade (abundante) e dá início a um curso d’água.

            Onde houver uma sombra e água limpa e um pequeno fio d’água que escorre entre as pedras aí está uma Nascente.

            Mas, antes de discorrer sobre o assunto marquemos três palavras, que serão fundamentais para a compreensão do nosso texto.

            Que são: Importância, Recuperar e por último, Conservação, foi pensando assim que o assunto foi escolhido.

            Nascente, também conhecida como olho d’água, mina d’água, fio d’água, cabeceira e fonte, nada mais é que o aparecimento, na superfície do terreno, de um lençol subterrâneo, dando origem a cursos d’água.

            Já que Nascente vem a ser o afloramento natural do lençol freático, então falamos de Água e esta é apontada como um recurso natural de altíssimo valor econômico, estratégico e social na atividade humana, onde todos necessitam dela para desempenhar suas funções.

            A sua vital importância e a necessidade de ser de boa qualidade, está longe de se comparar e quantificar mediante a real possibilidade de que ocorra a sua escassez em várias regiões do planeta, num futuro bem mais próximo do que muitos pensam.

            Este problema é uma das maiores preocupações de especialistas e autoridades no assunto, tanto que na edição de 16/10/2014 no Jornal Nacional da Rede Globo foi veiculada uma reportagem, intitulada: Nascentes dos rios em Sorocaba recebem cuidados especiais.

            Este projeto está em vigor e já foram encontradas 2 881 nascentes e 415 catalogadas e visitadas aqui no município de Sorocaba.

            Dentre estas 5 delas estão aqui dentro no Parque Ibiti do Paço, de que temos conhecimento. Existe a possibilidade de muitas outras, pois aqui no nosso Parque Ibiti do Paço  as 5 nascentes  estão localizadas em pontos como demonstram-se nas fotos.

            Sendo que 2  nascentes já foram preservadas e são visíveis para todos que queiram observar. Outras serão preservadas em breve.

            Diversos especialistas também afirmam a importância das Nascentes, como o professor Paulo Santana Castro, do curso Recuperação e Conservação de Nascentes, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.
            Mas tudo tem um efeito de relação entre as necessidades da natureza, por exemplo, as Bacias, principalmente as de cabeceiras, que devem ser tratadas como algo de mais importante que existe em uma propriedade, pois são elas as responsáveis pela existência destas nascentes, todas surgem em determinados locais da superfície do solo e são, facilmente, encontradas no meio rural e urbano.

            Elas dão inicio aos nossos cursos de água denominados de rio, ribeirão, córrego, podendo estes serem grandes ou pequenos.

            Estas Nascentes se formam devido às chuvas que caem e se infiltram no solo formando assim o lençol freático, também chamado de aquífero que é toda  formação geológica subterrânea capaz de armazenar água e que possua permeabilidade suficiente para permitir que esta se movimente, daí a água armazenada no subsolo jorra (mina) e vem o surgimento delas.

            Se estas nascentes se formam quando o aquífero atinge a superfície, fica fácil concluir que abaixo de nós existe um, capaz de armazenar água.

            Estes aquíferos são verdadeiros reservatórios subterrâneos de água formados por rochas com características porosas e permeáveis que retém a água das chuvas. E são verdadeiras minas de “OURO”.

            Pois a água está presente em todas as atividades realizadas pelo homem e a sua falta acarretará consequências indesejáveis, principalmente, na agropecuária, sendo ela a responsável pela produção de alimentos.

            Portanto, Nós, moradores deste Parque podemos nos considerar privilegiados de sermos partes desta natureza de água. E por isso, visamos informar e conscientizar a todos para que se faça necessário frear o desperdício e a degradação de nossas nascentes e da água, aqui e em todas as partes do mundo.

            Diversos órgãos governamentais e não governamentais têm se empenhado em criar meios para despertar uma consciência de uso racional da água bem como da preservação de todas as nascentes.

            Partindo deste principio e que se trouxe o tema à tona para não só informar como também colocar em pratica a restauração das nossas Nascentes, aqui no Parque Ibiti do Paço, visando sempre à proteção e o aumento destes olhos d’agua.


 

As principais causas da degradação que vêm ocorrendo nas bacias de cabeceira são as seguintes:

 

      Corte intensivo das florestas nativas: o desmatamento ocorre, basicamente, em função da busca por maiores produções por meio da expansão das áreas produtivas. 

 

     Queimada: após o desmatamento, quase sempre, faz-se uma queimada para eliminar restos da floresta (cipós, tocos, galhos e restos das copas das árvores), o que é extremamente nociva ao solo, pois ela destrói a matéria orgânica da camada superficial do solo, elimina os microrganismos (decompositores) e dificulta a infiltração da água da chuva devido à facilidade com que ocorre o escoamento superficial.

 

     Loteamentos em locais impróprios: o crescimento desordenado, sem um planejamento adequado, faz com que, nas periferias, aglomere-se um grande número de pessoas. Desses aglomerados, decorre a compactação do solo, a erosão e o assoreamento dos cursos d’água. 

 

Luciana Redenta Rusalen Figueira

Professora, Tradutora e Interprete

 

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